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  1. Festa: fazer ou não?
4 de maio de 2010

Enfim sós…

…isto é, cada um no seu canto.

Esse blog deveria falar só de coisas boas, de preparativos para um casamento, da cerimônia, da vida a dois, do dia a dia na casa nova e tal. Mas, muitas vezes, é inevitável a gente falar de assuntos não tão agradáveis, ainda mais se eles têm a ver justamente com casamento.

Ao clicar para ler uma nota no Globo Online, acabei me deparando com a informação de que a atriz Sthefany Brito e o jogador de futebol Alexandre Pato se separaram. Sim, separações estão cada vez mais comuns, infelizmente. O que chama a atenção aqui são os números envolvidos.

Capa da Inesquecível Casamento com Sthefany Brito e Alexandre PatoSthefany e Pato ficaram casados exatos 9 meses e 13 dias, segundo a coluna Retratos da Vida, do jornal Extra. A cerimônia foi realizada em uma igreja tradicionalíssima no Rio e seguida de uma festa no Copacabana Palace avaliada em nada menos do que R$1 milhão. Só os convites, pelo que lembro de ter lido na época, custaram R$38 mil.

Os dois são bem novinhos. Famosos, não pouparam centavos para mostrar ao mundo que desejavam “constituir família”. Não cabe a mim criticar, condenar, julgar. Nada disso. Cada um sabe de si e faz com seu dinheiro o que acha mais conveniente. Mas, pensar eu posso, né? Então me deixem pensar.

Estou aqui imaginando o quanto deve ter sido bacana a festa. Digna para entrar para o rol de eventos inesquecíveis. Os dois foram até capa da revista Inesquecível Casamento, o que prova que tinha tudo para ser memorável. Agora, no entanto, a moça tão novinha tem que conviver com um fantasma, pois foi nisso que aquele um milhão de reais em forma de comes e bebes très chics se transformaram.

Para onde vai o sentimento? Ou melhor: onde estava o sentimento? Será que amor só se demonstra com tanta pompa, tanto dinheiro? Será que uma festa precisa de tanta demonstração de luxo para ser considerada magnífica? Ou será que eu estou exagerando? É claro que eu gostaria muito de ter uma festa bacana, isso é praticamente um sonho de toda mulher, mas qual será o limite entre uma comemoração verdadeira e um banquete para encher os olhos dos outros?

No Twitter, a Anamaria Mendes me disse: “não sabemos como ela é. Mas, uma futura união forte, com amor, é capaz de superar fácil a festa de conto de fadas. Depende dos valores.” Quem sou eu para duvidar do amor. Tomara que Ana esteja certa. Ainda assim, esquecer o tal “conto de fadas” não deverá ser tarefa fácil. Eu, por exemplo, ainda me lembro das histórias que minha mãe me contava – e eu nunca fui a atriz principal delas.

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